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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Osteopatia Visceral - Você sabe o que é?

    Olá amigo(a) do blog.
    Com muito prazer estou de volta escrevendo e postando mais um artigo a respeito da osteopatia. Desta vez falarei da osteopatia visceral. Você sabe o que é?
    Bem, você já sabe o que é a osteopatia (caso esteja acessando o blog pela primeira vez vide artigos anteriores), agora falarei da relação das vísceras com a osteopatia. As vísceras são os órgãos que compõem o nosso corpo (coração, pulmão, esôfago, estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, intestinos, útero, ovários, próstata e bexiga) e estão envolvidas por um tecido único, indivisível, distribuído por todo ele chamado fáscia, sendo este muito importante para o entendimento da osteopatia visceral. Para que você entenda o que é fáscia vou dar um exemplo bem prático. Quando compramos carne vermelha existe uma pele branca, fina e quase transparente que envolve e se infiltra na carne, isto é a fáscia. No corpo humano ela lembra o formato de uma teia de aranha, é inervada e vascularizada, ou seja, recebe nervos e possui vasos sanguíneos. Encontra-se abaixo da pele e da camada gordurosa e distribui-se sobre os músculos infiltrando-se no meio destes. Na região do tronco (caixa torácica e cavidade abdominal) a fáscia atravessa a musculatura e entra em contato com as vísceras envolvendo-as e fixando-se posteriormente nos ossos. A figura abaixo mostra a relação da fáscia com a pele e o músculo.
    Entenda portanto que, se a fáscia está inserida nos ossos e envolve vísceras e músculos, qualquer alteração na posição de uma víscera ou inflamação de um músculo pode comprometer a posição de uma articulação, e o contrário também é verdadeiro - a posição de uma articulação ou osso pode deformar ou provocar um mau posicionamento de uma víscera comprometendo, dessa forma, sua função. Logo podemos afirmar que o corpo humano é um todo, único e indivisível onde a alteração de um órgão pode repercutir na forma de dor, disfunção ou incapacidade no local da lesão ou mesmo distante da lesão. Só para ter-se uma ideia do que estou falando dou este exemplo: é muito comum pacientes chegarem ao meu consultório relatando dor no ombro esquerdo e quando faço a avaliação chego a um problema que está ligado ao estômago, ou ainda, uma dor no ombro direito que está ligado a um problema no fígado. Você deve estar perguntando-se como? É simples. A fáscia não é um tecido que envolve as vísceras? E a fáscia não está distribuída amplamente pelo corpo? Portanto, a fáscia que envolve o estômago ou fígado é a mesma que passa pelo ombro esquerdo ou direito, respectivamente.
    Outra coisa que faz-se necessário saber para entender a osteopatia visceral é que os órgãos apresentam o que chamamos de mobilidade visceral e motilidade visceral. A mobilidade é o movimento que a víscera que está sendo avaliada apresenta em relação às outras ao seu redor ou em relação ao tecido adjacente. Ela é dependente do ciclo respiratório, ou seja, quando nós inspiramos e expiramos, o diafragma (principal músculo da respiração) desce e sobe empurrando as vísceras para baixo e depois as traz para seu lugar de origem. A motilidade é o movimento tridimensional que a víscera em questão apresenta sobre os seus três eixos, isto é, sobre si mesma. Diz-se que a motilidade é o movimento que a víscera apresentou durante a sua evolução embrionária no desenvolvimento fetal. Por essa teoria, os eixos e reações da motilidade visceral são caracterizados pela oscilação entre a acentuação do movimento embriológico e o retorno à posição original da víscera em questão. Estes movimentos são definidos como "Expir", que é o ciclo embrionário que o órgão percorreu até sua maturação embrionária e o "Inspir", que é o retorno desse movimento. O expir e o inspir não tem nada a ver com expiração e inspiração, tanto que se a pessoa prender o ar por alguns segundos a víscera continuará a mover-se em inspir e expir.
    Sabendo todas essas coisas o osteopata, através de suas mãos e habilidade, consegue avaliar se a mobilidade e a motilidade do órgão estão normais. Caso perceba anormalidades em um destes dois movimentos ele deverá corrigi-los pois certamente a vascularização e a inervação estarão comprometidas e, como a víscera está envolvida por fáscia e a esta está inserida nos ossos, certamente a pessoa poderá vir a desenvolver dores articulares. Os exemplos são os mais diversos como os a seguir: 1) dor cervical por bloqueio da fáscia do diafragma; 2) dor em ombro esquerdo ou torácica por bloqueio da fáscia do estômago; 3) dor em ombro direito ou torácica por bloqueio da fáscia do fígado; 4) dor na pelve ou lombar com irradiação para a perna por bloqueio das fáscias da bexiga e intestinos (homem e mulher), útero e ovários (mulher). Entenda que estes são apenas exemplos, não seguindo necessariamente esta ordem.
    Desta forma, espero que cada um que tenha lido este artigo possa absorver a ideia do tratamento da osteopatia visceral e, numa ocasião de dor, procure um osteopata mais próximo para ver o quão eficiente é o tratamento.
    Um abraço e até o próximo artigo.
    Att.,
             Dr. Eduardo


quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Osteopatia no modo simples de entender...

Usar as mãos para aliviar a dor! Essa é a osteopatia, técnica que dispensa o uso de aparelhos. As articulações do nosso esqueleto são justas e firmes graças a ligamentos, tendões e cápsulas que as cruzam. Porém, se uma dessas articulações sofrer uma pancada ou realizar um movimento brusco, ela pode sair do lugar causando uma microlesão. Essas microlesões começam a produzir dores, queimações, pontadas ou até mesmo uma dor indefinida. O trabalho do osteopata é identificar onde estão essas lesões, eliminando a fonte do problema.
A técnica foi criada pelo médico Andrew Taylor Still, em 1874. Convocado para servir as tropas americanas nas frentes de batalha, Still não conseguia aliviar as dores dos soldados e se sentia frustrado. Mais tarde, ao atender crianças com diarreia, o médico percebeu que era possível aliviar as dores abdominais com movimentos circulares, feitos com as mãos. Ele também aliviava a própria dor de cabeça pressionando a nuca. Esses foram alguns fatos que levaram o médico a perceber que as doenças tinham uma relação estreita com a estrutura corporal e que o toque das mãos podia colaborar para o alívio dos sintomas e até a cura.
 A osteopatia é indicada para enxaquecas, sinusites, torcicolos, disfunções da ATM (articulação têmporo-mandibular), dores nas costas e no peito, dores irradiadas (como as provocadas por nervo ciático ou hérnia de disco), dores nos ombros, cotovelos, punhos, mãos, joelhos, tornozelos e pé, artrite, artrose, encurtamento muscular e disfunções no funcionamentos dos órgãos como estômago, fígado, rins e intestinos. A técnica pode ser aplicada em pessoas de qualquer idade e só não é recomendada para pacientes com câncer, osteoporose, fraturas ou cirurgias recentes.
Cada sessão dura cerca de uma hora. O paciente é colocado em uma maca e, através de palpações, o especialista identifica o posicionamento incorreto de estruturas do corpo. Em seguida, o paciente recebe a manipulação, com o objetivo de colocar a estrutura comprometida em seu devido lugar. A manipulação é segura, precisa e, geralmente, trás alívio imediato ao paciente.
Em média, duas a três sessões de osteopatia são suficientes para  o alívio ou extinção dos sintomas. O custo de cada sessão gira em torno de R$ 150,00. Quem se interessar pode entrar em contato pelo telefone (18) 3305-9080.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Coluna Lombar e Suas Peculiaridades

   Olá meus amigos e minhas amigas. Após um tempo ausente, por forças maiores, aqui estou novamente para trazer mais conhecimento a respeito do seu corpo para vocês. Hoje falaremos sobre a coluna lombar. Você sabe o que é coluna lombar e onde ela está localizada?
   A coluna lombar é uma região da nossa coluna vertebral e está localizada na parte baixa da coluna, acima das nádegas. É constituída por cinco vértebras sobrepostas (L1, L2, L3, L4, L5 - O "L" vem de "L"ombar)  e que permanecem unidas por um sistema ligamentar e muscular que permite-lhe ter mobilidade e flexibilidade.  A lombar apresenta uma curvatura denominada lordose lombar que se evidencia quando a criança começa a andar e a assumir a postura ereta. Esta curvatura, geralmente mais evidente nas mulheres, termina no ângulo lombossacral, formado na junção da vértebra L5 com o osso sacro, que fica abaixo da região lombar, como mostra a Figura 1.
Figura 1 - Vista lateral da coluna vertebral
   A vértebra é composta de: 1) Corpo Vertebral: parte mais anterior e mais maciça do osso, que dá resistência à coluna vertebral e suporta o peso do corpo. Nas vértebras lombares estes corpos são mais maciços pois suportam o peso corporal na extremidade inferior da coluna vertebral. Os corpos vertebrais, vistos de cima, têm a forma de um feijão; 2) Pedículos: são processos ósseos sólidos e curtos que unem o corpo vertebral à região posterior da vértebra, que é constituída pelos processos articulares, transversos e espinhosos. Projetam-se posteriormente para encontrar duas placas achatadas que são as lâmimas; 3) Lâminas: permitem a união entre os pedículos, processos transversos (também chamada de apófise transversa) e processo espinhoso (também chamado de apófise espinhosa); 4) Processos Transversos: projetam-se póstero-lateralmente a partir da junção dos pedículos e das lâminas. São longos e finos. Na face posterior de cada processo transverso está um pequeno processo acessório que recebe a inserção dos músculos intertransversários (músculos que vão do processo transverso de uma vértebra ao processo transverso de outra vértebra); 4) Processo Espinhoso: é extremante comprido e fino na ponta. Projeta-se posteriormente a partir do arco vertebral, na junção das lâminas. São curtos, robustos, espessos e largos, direcionados para trás. Apresentam inserções dos ligamentos interespinhosos, supra-espinhosos e aponeurose lombrossacra; 5) Processos Articulares: situados entre os pedículos e lâminas superiormente e inferiormente, fazem parte dos elementos posteriores. As facetas articulares superiores são côncavas e dirigidas póstero-medialmente (ou medialmente), ou seja, para trás e para dentro. As facetas articulares inferiores são convexas e dirigem ântero-lateralmente (ou lateralmente), ou seja, para frente e para fora. Todas essas estruturas podem ser vistas abaixo, na Figura 2.
Figura 2 - Estruturas anatômicas de uma vértebra
Clique na figura para aumentar o tamanho
Movimentos da Coluna Lombar:
   A coluna lombar realiza movimentos de látero-flexão (inclinação do tronco para o lado) em amplitude de 20°, rotação lateral com amplitude de 5°, flexão (inclinação do tronco para frente) com amplitude de 30° e extensão (inclinação do tronco para trás) com amplitude de 5-7°. Na inclinação lateral do tronco para a direita, o disco intervertebral desloca-se para a esquerda e vice-versa. Na flexão de tronco o disco desloca-se para trás e, na extensão de tronco, o disco desloca-se para frente. Todos estes movimentos são limitados por ligamentos (fibras resistentes e inelásticas) sendo um, anterior, e quatro, posteriores. O ligamento anterior limita a extensão do tronco e é chamado de Ligamento Longitudinal Anterior. Os ligamentos posteriores limitam o movimento de flexão do tronco - são eles: Ligamento Longitudinal Posterior, Ligamento Amarelo, Ligamento Interespinhal e Ligamento supra-Espinhal. A combinação do ligamento anterior com os ligamentos posteriores limita as rotações laterais do tronco. Veja abaixo a localização de cada ligamento.
Clique na figura para aumentar o tamanho

Pronto, essa é a sua coluna lombar. Agora você já conhece um pouco mais dela. Abraços e até a próxima.
Atenciosamente,
Dr. Eduardo Antonietto

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Entendendo a Osteopatia e Sua Origem.

Olá a todos!
     Se um dia você já necessitou realizar sessões de Fisioterapia e ficou frustrado(a) porque o profissional colocou apenas aparelhinhos em você e não resolveram muito, saiba que durante a faculdade essa frustração também me perseguiu. Pelo lado profissional eu não me animava em nada depender de aparelhos para o tratamento dos meus pacientes. Durante os últimos dois anos de faculdade realizamos estágios para nos prepararmos para a vida profissional e eu senti-me limitado demais dependendo daqueles aparelhos. Foi então que decidi buscar novas técnicas em que eu não ficasse refém de aparelhos terapêuticos e acabei encontrando a Osteopatia, uma benção em minha vida, diga-se de passagem. Se você procurar o significado de Osteopatia irá encontrar algo como "doença óssea" ou "doenças do osso" mas a verdade é que não devemos tentar entender o significado da palavra e sim o que é a técnica e como ela funciona. A Osteopatia é uma técnica realizada somente com as mãos e que atua sobre desordens e disfunções do nosso corpo. Ela se divide em estrutural, craniana e visceral. A osteopatia estrutural visa trabalhar articulações da coluna vertebral e articulações periféricas (ombro, cotovelo, punho, mão, joelho, tornozelo e pé). A osteopatia craniana trabalha disfunções do crânio (enxaqueca por exemplo) e a visceral trabalha disfunções das vísceras (gastrites, intestino preso, problemas no útero, e por aí vai).  Mas hoje falarei apenas da osteopatia estrutural. As articulações do nosso esqueleto são justas e firmes graças a ligamentos, tendões e cápsulas que as cruzam porém, caso esta articulação sofra uma pancada ou realize um movimento incorreto, ainda que simples, ela pode sair e permanecer fora de lugar causando o que dentro da osteopatia chamamos de microlesão. Essas microlesões começam a produzir dores locais ou irradiadas em forma de queimação, pontadas ou até mesmo aquilo que o paciente define como uma dor indefinida.
Dr. Andrew Taylor Still
     A técnica foi inventada pelo médico norte-americano Andrew Taylor Still em 1874. Na época, o médico se viu frustrado por não conseguir tratar seus pacientes com a medicina tradicional. Convocado para servir as tropas americanas nas frentes de batalha, Still não conhecia formas de aliviar as dores dos soldados com a sua medicina medicamentosa (qualquer semelhança com você tomar remédios e não ter sua dor sanada não é mera coincidência - você é um bom paciente para experimentar a osteopatia, acredite!). Still também perdeu três filhos vítimas de uma forte virose. A partir daí, o médico começou a estudar cada vez mais o corpo humano.
     Seguindo registros históricos, atendendo a crianças com diarreia e que tinham o abdômen quente e a testa fria, o profissional percebeu que ao fazer movimentos circulares com a mão no abdômen da criança, a dor parava. Quando tinha dores de cabeça, Still tinha o hábito de repousar a cabeça sobre uma corda estendida e, após alguns minutos com a nuca sob pressão, a dor desaparecia. O médico percebeu que era possível, através do toque manual, modificar o comportamento dos tecidos e que as doenças tinham uma relação estreita com a estrutura corporal. Após anos de pesquisas, ele anunciou os princípios fundamentais nos quais se baseava a prática de sua medicina e que eu destaco alguns deles agora: (1) A estrutura governa a função; a função por sua vez, determina a estrutura; (2) Princípio da auto-cura; (3) Segmento facilitado;  (4) A estrutura viciosa é a causa fundamental das doenças e (5) Lei da Artéria de Still.
     Não desespere-se caso não tenha entendido bulhufas do que acabei de escrever. Eu explico! Vamos por partes - o princípio (1) diz que "a estrutura governa a função e esta por sua vez determina a estrutura" - a estrutura aqui é o nosso esqueleto e a função são os movimentos. Caso uma articulação (entenda por articulação o local onde dois ou mais ossos se juntam e se movem)  esteja "fora do lugar" como disse anteriormente, o movimento daquela articulação ficará comprometido e gerará dor. A dor por sua vez, não permitirá que você realize movimentos completos forçando-lhe a diminuir a movimentação daquela articulação. O princípio (2) fala sobre a auto-cura. O nosso organismo tem uma tendência constante em direção à saúde, isto é, sempre está buscando o melhor para si. Se ficamos resfriados, podemos ficar sem tomar medicamentos que o nosso organismo dará um jeito de eliminar esse problema, pode demorar, mas sara. Com a(s) articulação(ões) fora do lugar e a dor que surge a partir dela(s) acontece o mesmo, não importa o que o organismo tenha que fazer, mas ele dará um jeito de fazer você parar de sentir dor ou ter, pelo menos, um alívio. O problema é que para o organismo fazer isso, ele irá sacrificar articulações e tecidos (músculos, ligamentos, tendões, etc...) ao seu redor e aí as lesões vão se complicando ainda mais.
Figura 1
O princípio (3) fala  do segmento facilitado. O nosso nervo é como um fio de eletricidade porém, ao invés de termos o polo positivo e negativo, temos a via aferente (você pode encontrar na internet ou em livros  a mesma via sendo chamada de via sensitiva, fibra sensitiva ou neurônio sensitivo- entenda por neurônio a célula nervosa que conduz impulsos nervosos) e a via eferente (também chamada de via motora, fibra motora ou neurônio motor) como mostra a Figura 1.
     Quando um estímulo doloroso é criado (ex: espetar a ponta do dedo), a via aferente conduz o estímulo até a medula espinhal onde encontra uma via de associação que irá retransmitir o impulso para a via eferente em forma de dor. Automaticamente você produz uma resposta movimentando sua mão daquele lugar para se proteger, como mostra a Figura 2.
Figura 2
     A nossa coluna vertebral é formada por estruturas ósseas chamadas vértebras. Lateralmente a essas vértebras nós temos os nossos nervos saindo de um "buraquinho" chamado forame de conjugação. Esse forame é quase um círculo, onde a metade superior deste círculo pertence a vértebra de cima e a metade inferior pertence à vértebra de baixo, como podemos ver na Figura 3.
Figura 3
     Quando nos movimentamos o forame de conjugação diminui e aumenta o seu diâmetro normalmente porém, algumas vezes, uma dessas duas vértebras sai do seu lugar correto causando uma diminuição no diâmetro do forame o que causa um pinçamento do nervo. A partir do momento que o nervo é pinçado pelo estreitamento do forame, os sinais aferentes e eferentes são aumentados (ficam hiper-estimulados) o que causa uma modificação na estrutura (ex: músculo, víscera ou qualquer outra estrutura) inervada por esse nervo. A isso, damos o nome de Segmento Facilitado. O princípio (4) da osteopatia diz que a estrutura viciosa é a causa fundamental das doenças. Isto significa que quando temos uma estrutura fora do lugar por muito tempo, como uma articulação por exemplo, teremos o desenvolvimento de uma cadeia de lesões, como uma escoliose, uma tendinite, uma bursite, etc. O último princípio (5) da osteopatia é a Lei da Artéria de Still, que diz que para que tenhamos uma estrutura saudável e que funcione corretamente, necessitamos que estas estruturas recebam uma boa quantidade de sangue naturalmente. Se a região parar de receber sangue ou for mal irrigada por algum motivo, haverá um acúmulo de toxinas e um processo inflamatório se instalará no local, trazendo sintomas como peso, cansaço e dor.
    Dessa forma, encerro a apresentação da Osteopatia. Espero que com essas explicações eu tenha clareado um pouco o seu entendimento sobre a técnica.
   Nos próximos posts irei trazer situações clínicas e como a aplicação desta técnica pode ajudar nesses casos. Um forte abraço e até a próxima.
Att.
Dr. Eduardo Antonietto